Não assiti ainda ao filme “Tropa de Elite” mas, sem dúvida, irei. Irei porque quero ver, pelo menos uma vez, um filme onde o bem vence ao mal. Já não era sem tempo um filme que saísse da visão teatral e filosófica de analisar o mal pelas suas origens, valorizando o elemento humano e o charme do bandido. Cheguei a pensar que o mocinho fosse o elemento careta as ser banido das nossas vidas e dos nossos sonhos e que os filmes estavam trazendo apenas a visão da culpa de cada um de nós por existir o crime e não estarmos fazendo a nossa parte.
A predominância é do mocinho contra o bandido, o qual aparece sempre elegante e travestido de razão. O mocinho tem que lutar contra as peripécias do bandido e contra a simpatia que os mesmos adquirem nos poucos minutos do filme. É o lado poético do autor fazendo a sua parte mas, será que é isto que queremos ver?
Desde pequenos vimos sendo educados a pensar que as forças do bem sempre superam as do mal e que o mocinho sempre vencerá. Tal relação de consequencia nos redime e nos faz adquirir forças para recomeçar naqueles momentos em que somos derrubados por aquele cidadão que nos passou para trás ou aquele companheiro ou companheira que nos traiu. O “tempo é o senhor da razão” e, lá na frente, a nossa vingança acontecerá, mesmo que não seja nesta vida.
A religião traz a mensagem de que o que fazemos em vida determina a nossa condição após a morte. Tal como um pagamento por uma vaga em um hotel melhor ou pior no além, as noções do bem se fundamentam em conceitos como pecado, fé, harmonia, caridade, etc. Na verdade, esta certeza de algo que não podemos comprovar em vida nos redime contra o mal. Confesso que tenho sentido falta dos milagres de Deus nos filmes que mostram o embate do céu contra o inferno. Antigamente tinha mais milagres ou , por não ter Internet, as pessoas precisavam de mais evidências para acreditar ? O fato é que quando Jesus subjulgava Satã em suas pregações ou quando renascia moribundos, sabia que seus feitos atrairiam mais e mais fiéis. Quem é que não quer ficar do lado dos vencedores? Hoje quem opera milagres são as Igrejas alternativas que já entenderam que este é o caminho para aumentar a frequesia e os seus fundo$.
Precisamos sim de mais evidências do bem contra o mal. O mal tem que ser derrotado sempre, nos filmes, em nossas cabeças e nossas vidas. Sem isto, estaremos condenados ao desistímulo de sermos corretos, firmes em nossas posições e discrentes de que, mesmo que seja em outra vida, a nossa vingança virá. Isto faz toda a diferença e representa um reforço positivo importante na corrente do bem que temos que fortalecer. O fato do filme ser violento e fazer tanto sucesso não deveria surpreender ninguém, e não deveríamos perder tanto tempo explicando as forças do mal nos mensageiros do bem. Tamanha a violência que os bandidos tem nos tratado, deixando-nos completamente impotentes diante de suas armas bobas e mentes animais, que apenas com a mesma moeda poderíamos encontrar a nossa vingança e o melhor, em vida. Faz parte da nossa essencia, desde o tempos do Código de Hamurabi, 1730 a.C., onde as noções de “Olho por Olho” foram transcritas como lei fundamental. O filme retrata exatamente isto, sem nada mais. Pelo menos, na ficção, estamos sendo vingados!
sábado, 13 de outubro de 2007
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Deus e o Diabo na Terra da Pizza
Se este fosse um País sério, ao invés de PEDIR a Deus pelo seu mandato, o Senador Renão Fui Eu já teria pegado o seu mandato e DADO a Deus.
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Lula e o Mandato de 10 anos
Sabe como é que se chamaria um governo de 10 anos com o presidente Lula ?
Seria o 10 Governo
Seria o 10 Governo
Lula e o Choque de Gestão
Ao defender explicitamente a contratação de funcionários para o governo, o presidente Lula confunde “Choque de Gestão do Estado” com “Gestão em Estado de Choque”.
domingo, 30 de setembro de 2007
O Brasil é Brega!
Desde o tempo em que eu era criancinha, e olha que isto já tem muito tempo, ouvia falar que o Brasil é o País do futuro. Muito bem!, ser do futuro significa ser moderno, ser evolutivo e pró-ativo, significa estar à frente dos demais, significa uma escala de coisas planejadas que se suscedem até a formação de uma nação de vanguarda digna desta conceituação. O Brasil é o país do futuro, sem dúvida, mas futuro do pretérito, ou seja, seríamos isto, seríamos aquilo, seríamos qualquer coisa se não fosse o fato de sermos um país brega.
Ser brega significa não ter personalidade formada e estar sempre querendo aparecer através de estereótipos de fachada. Temos o maior rio do mundo e isto não mudou o destino das nossas crianças, temos a maior floresta do mundo e isto não nos impede de destruí-la impunemente sem controle e com a compra da fiscalização oficial. Somos um país democrático e com política estável, mas isto não nos impede de fazer dele um dos regimes mais corruptos e ineficientes do mundo. Por outro lado, temos São Paulo, a megalópole brasileira, capaz de sozinha responder por sessenta por cento do nosso PIB, e daí, temos Ferraris, helicópteros, campos de golfe, muito dinheiro e ricos, ricos prá valer. O resto do país vive das migalhas do que sobra dos quarenta por cento restantes e daí temos, pobreza, ignorância e uma população humilhada e sem perspectivas.
Quando participo de eventos que discutem o nosso posicionamento no mercado global fico impressionado com a facilidade como usamos termos sofisticados para justificar as nossas mazelas e dos planos mirabolantes para resolvê-las. Como no sítio do pica-pau amarelo, o pó de prilimpimpim vai fazer todo o nosso atraso e mediocridade ideológica desaparecer por um plano de papel. Elaborado o plano, dentro de um grupo de estudo, feitas as estatísticas, tudo está resolvido. Se não der certo, a culpa não é dos estudiosos do plano, a culpa é de aspectos conjunturais alheios à nossa vontade. O que precisamos perguntar à nós mesmos é, e dai? O que é que isto tudo mudará a nossa história para que nos tornemos o país do futuro?
Enquanto isto, fazemos festas na ilha de Caras, usamos restaurantes caros, pagamos juros e prestações para parecermos ser o que não somos, pelo menos ainda. Agindo como novos ricos querendo se auto-afirmar, usamos de uma retórica desenvolvimentista que, para os desavisados, soa como sucesso e vitória, mas para nós que não vemos o prenúncio de um futuro melhor dada a volatilidade das ações e a superficialidade das teorias soa como picaretagem.
É uma pena! Se não podemos ser o país da microeletrônica podemos ser do agronegócio, do turísmo, do entretenimento. Podemos ter nas nossas competências essenciais a razão do nosso futuro destacado. O Brasil ainda tem em terras não cultivadas a área cultivada dos Estados Unidos e China juntos. Não podemos ficar como bobos no meio da praça, indecisos se vamos para a briga da ciência e tecnologia eletrônica ou se desenvolvemos principios científicos e tecnológicos que nos fortaleçam em nossa posição de vantagem competitiva. Precisamos ter foco e estratégia de guerra. Temos que nos fortalecer para expandir e não tentarmos ser competitivos com micro espasmos de empreendedorismo, totalmente desarticulados.
Quando traçamos paralelos com outros países, a sensação que a ausência de uma grande guerra, de alguma calamidade, tal como a guerra de secessão dos Estados Unidos, ou as grandes guerras mundiais, deram ao brasileiro a sensação de recursos inesgotáveis, para os quais não temos que despender nenhum sacrifício de preservação. Nada parece ameaçar as nossas vidas e o nosso instinto de sobrevivência nos diz que o nosso território é suficiente para que mantenhamos casa e comida. Prá que pensar em competir, em expandir territórios, se temos tudo por aqui ? O preço é que ficamos pobres, então, finjamos que somos ricos e daí para a mediocridade é um pulo.
Amo o meu país, as suas matas, o por do sol, o mar, a vida, tudo. Pena que a ignorância está nos matando aos poucos. Como um vírus mortal espalhamos a nossa mediocridade pelas escolas, formando medíocres como nós, pelas ruas, pelo mundo. É uma pena!
Ser brega significa não ter personalidade formada e estar sempre querendo aparecer através de estereótipos de fachada. Temos o maior rio do mundo e isto não mudou o destino das nossas crianças, temos a maior floresta do mundo e isto não nos impede de destruí-la impunemente sem controle e com a compra da fiscalização oficial. Somos um país democrático e com política estável, mas isto não nos impede de fazer dele um dos regimes mais corruptos e ineficientes do mundo. Por outro lado, temos São Paulo, a megalópole brasileira, capaz de sozinha responder por sessenta por cento do nosso PIB, e daí, temos Ferraris, helicópteros, campos de golfe, muito dinheiro e ricos, ricos prá valer. O resto do país vive das migalhas do que sobra dos quarenta por cento restantes e daí temos, pobreza, ignorância e uma população humilhada e sem perspectivas.
Quando participo de eventos que discutem o nosso posicionamento no mercado global fico impressionado com a facilidade como usamos termos sofisticados para justificar as nossas mazelas e dos planos mirabolantes para resolvê-las. Como no sítio do pica-pau amarelo, o pó de prilimpimpim vai fazer todo o nosso atraso e mediocridade ideológica desaparecer por um plano de papel. Elaborado o plano, dentro de um grupo de estudo, feitas as estatísticas, tudo está resolvido. Se não der certo, a culpa não é dos estudiosos do plano, a culpa é de aspectos conjunturais alheios à nossa vontade. O que precisamos perguntar à nós mesmos é, e dai? O que é que isto tudo mudará a nossa história para que nos tornemos o país do futuro?
Enquanto isto, fazemos festas na ilha de Caras, usamos restaurantes caros, pagamos juros e prestações para parecermos ser o que não somos, pelo menos ainda. Agindo como novos ricos querendo se auto-afirmar, usamos de uma retórica desenvolvimentista que, para os desavisados, soa como sucesso e vitória, mas para nós que não vemos o prenúncio de um futuro melhor dada a volatilidade das ações e a superficialidade das teorias soa como picaretagem.
É uma pena! Se não podemos ser o país da microeletrônica podemos ser do agronegócio, do turísmo, do entretenimento. Podemos ter nas nossas competências essenciais a razão do nosso futuro destacado. O Brasil ainda tem em terras não cultivadas a área cultivada dos Estados Unidos e China juntos. Não podemos ficar como bobos no meio da praça, indecisos se vamos para a briga da ciência e tecnologia eletrônica ou se desenvolvemos principios científicos e tecnológicos que nos fortaleçam em nossa posição de vantagem competitiva. Precisamos ter foco e estratégia de guerra. Temos que nos fortalecer para expandir e não tentarmos ser competitivos com micro espasmos de empreendedorismo, totalmente desarticulados.
Quando traçamos paralelos com outros países, a sensação que a ausência de uma grande guerra, de alguma calamidade, tal como a guerra de secessão dos Estados Unidos, ou as grandes guerras mundiais, deram ao brasileiro a sensação de recursos inesgotáveis, para os quais não temos que despender nenhum sacrifício de preservação. Nada parece ameaçar as nossas vidas e o nosso instinto de sobrevivência nos diz que o nosso território é suficiente para que mantenhamos casa e comida. Prá que pensar em competir, em expandir territórios, se temos tudo por aqui ? O preço é que ficamos pobres, então, finjamos que somos ricos e daí para a mediocridade é um pulo.
Amo o meu país, as suas matas, o por do sol, o mar, a vida, tudo. Pena que a ignorância está nos matando aos poucos. Como um vírus mortal espalhamos a nossa mediocridade pelas escolas, formando medíocres como nós, pelas ruas, pelo mundo. É uma pena!
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Nova Dupla Sertaneja
Atenção às Diferenças
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