Desde o tempo em que eu era criancinha, e olha que isto já tem muito tempo, ouvia falar que o Brasil é o País do futuro. Muito bem!, ser do futuro significa ser moderno, ser evolutivo e pró-ativo, significa estar à frente dos demais, significa uma escala de coisas planejadas que se suscedem até a formação de uma nação de vanguarda digna desta conceituação. O Brasil é o país do futuro, sem dúvida, mas futuro do pretérito, ou seja, seríamos isto, seríamos aquilo, seríamos qualquer coisa se não fosse o fato de sermos um país brega.
Ser brega significa não ter personalidade formada e estar sempre querendo aparecer através de estereótipos de fachada. Temos o maior rio do mundo e isto não mudou o destino das nossas crianças, temos a maior floresta do mundo e isto não nos impede de destruí-la impunemente sem controle e com a compra da fiscalização oficial. Somos um país democrático e com política estável, mas isto não nos impede de fazer dele um dos regimes mais corruptos e ineficientes do mundo. Por outro lado, temos São Paulo, a megalópole brasileira, capaz de sozinha responder por sessenta por cento do nosso PIB, e daí, temos Ferraris, helicópteros, campos de golfe, muito dinheiro e ricos, ricos prá valer. O resto do país vive das migalhas do que sobra dos quarenta por cento restantes e daí temos, pobreza, ignorância e uma população humilhada e sem perspectivas.
Quando participo de eventos que discutem o nosso posicionamento no mercado global fico impressionado com a facilidade como usamos termos sofisticados para justificar as nossas mazelas e dos planos mirabolantes para resolvê-las. Como no sítio do pica-pau amarelo, o pó de prilimpimpim vai fazer todo o nosso atraso e mediocridade ideológica desaparecer por um plano de papel. Elaborado o plano, dentro de um grupo de estudo, feitas as estatísticas, tudo está resolvido. Se não der certo, a culpa não é dos estudiosos do plano, a culpa é de aspectos conjunturais alheios à nossa vontade. O que precisamos perguntar à nós mesmos é, e dai? O que é que isto tudo mudará a nossa história para que nos tornemos o país do futuro?
Enquanto isto, fazemos festas na ilha de Caras, usamos restaurantes caros, pagamos juros e prestações para parecermos ser o que não somos, pelo menos ainda. Agindo como novos ricos querendo se auto-afirmar, usamos de uma retórica desenvolvimentista que, para os desavisados, soa como sucesso e vitória, mas para nós que não vemos o prenúncio de um futuro melhor dada a volatilidade das ações e a superficialidade das teorias soa como picaretagem.
É uma pena! Se não podemos ser o país da microeletrônica podemos ser do agronegócio, do turísmo, do entretenimento. Podemos ter nas nossas competências essenciais a razão do nosso futuro destacado. O Brasil ainda tem em terras não cultivadas a área cultivada dos Estados Unidos e China juntos. Não podemos ficar como bobos no meio da praça, indecisos se vamos para a briga da ciência e tecnologia eletrônica ou se desenvolvemos principios científicos e tecnológicos que nos fortaleçam em nossa posição de vantagem competitiva. Precisamos ter foco e estratégia de guerra. Temos que nos fortalecer para expandir e não tentarmos ser competitivos com micro espasmos de empreendedorismo, totalmente desarticulados.
Quando traçamos paralelos com outros países, a sensação que a ausência de uma grande guerra, de alguma calamidade, tal como a guerra de secessão dos Estados Unidos, ou as grandes guerras mundiais, deram ao brasileiro a sensação de recursos inesgotáveis, para os quais não temos que despender nenhum sacrifício de preservação. Nada parece ameaçar as nossas vidas e o nosso instinto de sobrevivência nos diz que o nosso território é suficiente para que mantenhamos casa e comida. Prá que pensar em competir, em expandir territórios, se temos tudo por aqui ? O preço é que ficamos pobres, então, finjamos que somos ricos e daí para a mediocridade é um pulo.
Amo o meu país, as suas matas, o por do sol, o mar, a vida, tudo. Pena que a ignorância está nos matando aos poucos. Como um vírus mortal espalhamos a nossa mediocridade pelas escolas, formando medíocres como nós, pelas ruas, pelo mundo. É uma pena!
domingo, 30 de setembro de 2007
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Nova Dupla Sertaneja
Atenção às Diferenças
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Esqueçam Renan
Esqueçam Renan
Amigos, desde a última ação democrática do Senado, tenho me contido em escrever sobre o tema, dada a minha insatisfação e estupefação diante do fato. Contudo, tal qual um soldado ferido de morte no campo de batalha, ainda me restam fragmentos de força que me fazem rastejar até a minha metralhadora e desferir alguns poucos tiros antes de ser retirado para repouso. A questão que não quer calar é... Qual o direito que tem o Congresso de se colocar acima da lei e da ordem? Com quais instrumentos, exceto a força bruta, restam à população para fazer valer o seu direito de igualdade. Aquela estória (com “e” mesmo) de que todos somos iguais perante a lei, cai por terra quando os homens que fazem as leis as descumprem solenemente, e o pior, por um punhado de Dólares. Safados, filhos da puta, sem caráter, quem vocês pensam que são? O que vocês pensam que somos? Somos uma sociedade que tem acéfalos que votam em vocês e reiteradas vezes repetem o erro em fazê-lo, mas também somos uma sociedade que tem pessoas que pensam, que raciocinam e que não admitem que vocês façam conosco o que vocês estão fazendo. Não os reconheço como autoridades morais, nem como autoridades de fato, visto que vocês buscam no submundo do crime as razões para a sua existência. Corja de canalhas, isto não vai ficar assim!!!!
A única coisa que me resta pensar é que os nomes Deputado e Senador têm influenciado aqueles que ocupam tais cargos. Quando ouvimos deputados, sabemos que puta no meio. Os senadores... há! Os Senadores... A Sena é deles (eles todos ficam ricos) e a DOR é toda nossa.
Amigos, desde a última ação democrática do Senado, tenho me contido em escrever sobre o tema, dada a minha insatisfação e estupefação diante do fato. Contudo, tal qual um soldado ferido de morte no campo de batalha, ainda me restam fragmentos de força que me fazem rastejar até a minha metralhadora e desferir alguns poucos tiros antes de ser retirado para repouso. A questão que não quer calar é... Qual o direito que tem o Congresso de se colocar acima da lei e da ordem? Com quais instrumentos, exceto a força bruta, restam à população para fazer valer o seu direito de igualdade. Aquela estória (com “e” mesmo) de que todos somos iguais perante a lei, cai por terra quando os homens que fazem as leis as descumprem solenemente, e o pior, por um punhado de Dólares. Safados, filhos da puta, sem caráter, quem vocês pensam que são? O que vocês pensam que somos? Somos uma sociedade que tem acéfalos que votam em vocês e reiteradas vezes repetem o erro em fazê-lo, mas também somos uma sociedade que tem pessoas que pensam, que raciocinam e que não admitem que vocês façam conosco o que vocês estão fazendo. Não os reconheço como autoridades morais, nem como autoridades de fato, visto que vocês buscam no submundo do crime as razões para a sua existência. Corja de canalhas, isto não vai ficar assim!!!!
A única coisa que me resta pensar é que os nomes Deputado e Senador têm influenciado aqueles que ocupam tais cargos. Quando ouvimos deputados, sabemos que puta no meio. Os senadores... há! Os Senadores... A Sena é deles (eles todos ficam ricos) e a DOR é toda nossa.
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
Rapidinhas
Sabe por que o julgamento dos mensaleiros está sob suspeição ?
É porque tem ministro LevandoWisk.....
Sabe qual o nome novo do partido da Senadora Banguelelena ?
PDSOL (partido do dente Solto)
Sabe por que Débora Secco acha todos os homens iguais ?
Porque à SECO é muito complicado, prá qualquer um....
Extra, Extra... Furacão na Flórida afeta cotação dos Senadores em Brasilia.
quiáquiáquiá!!!!!
É porque tem ministro LevandoWisk.....
Sabe qual o nome novo do partido da Senadora Banguelelena ?
PDSOL (partido do dente Solto)
Sabe por que Débora Secco acha todos os homens iguais ?
Porque à SECO é muito complicado, prá qualquer um....
Extra, Extra... Furacão na Flórida afeta cotação dos Senadores em Brasilia.
quiáquiáquiá!!!!!
terça-feira, 28 de agosto de 2007
O DissiDENTE
O dissiDENTE
Pluft!!!
Puta que o pariu, pensou assustada a Senadora...
- Dentista “fela da puta”, provisório vai ser é o seu registro...
E lá se foi o dente, livre como um pássaro a voar diante das câmeras de TV para milhões de telespectadores.
Desde o início da semana, a Senadora suspeitava que aquele dente, que já lhe havia pregado uma peça há alguns anos atrás, preparava-lhe algo verdadeiramente surpreenDENTE.
Precavida, foi consultar-se com o seu dentista que já há muitos anos lhe cuidava da saúde bucal. Aproveitou que estava em sua terrinha e dirigiu-se para o endereço de costume, na praia de Pajussara. Ao chegar lá, deparou-se com uma monumental fila de prováveis clientes, os quais aguardavam ansiosos a abertura dos portões. Desde a última crise no sistema de saúde do seu Estado, restaram poucos os profissionais de saúde dispostos a trabalhar sob as condições ofertadas pelo governo. O Dr. Jacinto era um deles.
Sem entender nada, foi até o porteiro, um rapaz alto e forte, vestido de paletó azul que, em vão, tentava conseguir conter os ânimos da multidão.
- Sr. Bom dia, eu sou a Senadora e gostaria de saber se o doutor Jacinto Dores se encontra.
- O Dr. Jacinto está em greve
- Greve, mas como assim ?
- Greve minha senhora! Ele tem bem uma semana que não vem aqui.
- E, não tem nenhum outro profissional na cidade que possa vir atender a toda essa gente?
- Num sei não! - Disse com ar conclusivo o cidadão..
Desiludida, a Senadora deu meia volta e contemplou a verdadeira revolução popular que aflorava a sua frente. Crise na educação, crise na saúde, crise no ar, crise na terra... Em vão, buscou palavras que pudessem ser usadas em seus próximos discursos de protesto contra o presidente, seu ex-amigo e aliado, que fossem significativamente representativas da situação. Após algumas horas pensando, enquanto perambulava pelo centro da cidade, lhe veio a única palavra que podia sintetizar tudo aquilo que seus olhos resistiam em ver.
- FUDEU!!!!
Mal acordava de seus pensamentos exitosos por encontrar a síntese do governo popular instalado no país, recebeu um banho de água vindo de uma poça formada pela chuva do dia anterior. Um carro conversível, uma Mercedes de último tipo, em alta velocidade, dirigido pelo igual colega Senador, não poupou a ilustre senadora de um ilustrativo banho. Sem perder tempo no Aurélio, recorreu ao mesmo dicionário que lhe havia brindado com o pensamento anterior para proferir uma saraivada de impropérios capazes de fazer corar até os mais despudorados.
De repente, uma dor insuportável vinda das profundezas da boca, lhe lembrou que o referido dente ainda necessitava de cuidados especiais e sem saber ao certo para onde ir, perambulou pelas ruas na esperança de que pudesse encontrar algum remanescente que lhe restabelecesse a paz. Hoje pela tarde ela teria que voltar à Brasília para participar de uma entrevista em um programa da TV aberta e este dente poderia ser um problema.
Foi quando avistou, no fim da rua, uma placa. Dr. Prudente, especialista em próteses e cirurgia geral. Para seu espanto, não havia fila na porta e parecia que o estabelecimento estava aberto.
- Tem alguém ai? - Bradou a senadora...
- Pois não, sou o Dr. Prudente, em que posso ajudá-la?
- Mas o senhor não está em greve?
- Sou recém-chegado e ainda não pude me interar das coisas da terra. A senhora é minha primeira cliente.
Um misto de medo e desesperança afogou os pensamentos da Senadora, cada vez mais sem opção.
- O senhor é formado?
- Claro, sou formado pela Faculdade Alegria, a senhora conhece?
- Nunca ouvi falar...
- Em primeiro lugar gostaria de lhe dizer que é uma honra atendê-la!
Disse o doutor enquanto arrumava a cadeira...
Ferros, crashes, plings e blongs depois, veio a sentença...
- O seu dente posterior esquerdo, está perdido. Temos que arrancá-lo
- Mas como? Tenho uma entrevista esta semana e não posso aparecer sem dentes...
- Não se preocupe, colocarei um provisório. Ninguém vai notar.
Acostumada às coisas definitivas a senadora teve que ceder aos argumentos profissionais do Dr. Prudente.
-Deva avisá-la senadora... Com o tempo, Vêm os anos, vão-se os dentes.
- Quando precisar pode me procurar que eu sou especialista em próteses e posso lhe restabelecer o sorriso caso lhe faltem dentes.
Irritada com a ousadia do protético, saiu com seu dente provisório rumo ao seu compromisso.
Câmeras, luzes, ação, deu-se inicio o evento..
Após a primeira pergunta, quando se preparava para limpar a garganta, a senadora viu ruir as suas chances de ir para a Playboy. O dente, fugiu do seu controle e partiu rumo a carreira solo, literalmente.
Mão na boca, suspiro geral, só lhe viram a mente as palavras do Dr. Prudente... “Com o tempo, vêm os anos e vão-se os dentes”
Moral da história... “ Os esquerdistas, quando novos, são contra a ditadura... Quando velhos, são a favor da Dentadura”.
Pluft!!!
Puta que o pariu, pensou assustada a Senadora...
- Dentista “fela da puta”, provisório vai ser é o seu registro...
E lá se foi o dente, livre como um pássaro a voar diante das câmeras de TV para milhões de telespectadores.
Desde o início da semana, a Senadora suspeitava que aquele dente, que já lhe havia pregado uma peça há alguns anos atrás, preparava-lhe algo verdadeiramente surpreenDENTE.
Precavida, foi consultar-se com o seu dentista que já há muitos anos lhe cuidava da saúde bucal. Aproveitou que estava em sua terrinha e dirigiu-se para o endereço de costume, na praia de Pajussara. Ao chegar lá, deparou-se com uma monumental fila de prováveis clientes, os quais aguardavam ansiosos a abertura dos portões. Desde a última crise no sistema de saúde do seu Estado, restaram poucos os profissionais de saúde dispostos a trabalhar sob as condições ofertadas pelo governo. O Dr. Jacinto era um deles.
Sem entender nada, foi até o porteiro, um rapaz alto e forte, vestido de paletó azul que, em vão, tentava conseguir conter os ânimos da multidão.
- Sr. Bom dia, eu sou a Senadora e gostaria de saber se o doutor Jacinto Dores se encontra.
- O Dr. Jacinto está em greve
- Greve, mas como assim ?
- Greve minha senhora! Ele tem bem uma semana que não vem aqui.
- E, não tem nenhum outro profissional na cidade que possa vir atender a toda essa gente?
- Num sei não! - Disse com ar conclusivo o cidadão..
Desiludida, a Senadora deu meia volta e contemplou a verdadeira revolução popular que aflorava a sua frente. Crise na educação, crise na saúde, crise no ar, crise na terra... Em vão, buscou palavras que pudessem ser usadas em seus próximos discursos de protesto contra o presidente, seu ex-amigo e aliado, que fossem significativamente representativas da situação. Após algumas horas pensando, enquanto perambulava pelo centro da cidade, lhe veio a única palavra que podia sintetizar tudo aquilo que seus olhos resistiam em ver.
- FUDEU!!!!
Mal acordava de seus pensamentos exitosos por encontrar a síntese do governo popular instalado no país, recebeu um banho de água vindo de uma poça formada pela chuva do dia anterior. Um carro conversível, uma Mercedes de último tipo, em alta velocidade, dirigido pelo igual colega Senador, não poupou a ilustre senadora de um ilustrativo banho. Sem perder tempo no Aurélio, recorreu ao mesmo dicionário que lhe havia brindado com o pensamento anterior para proferir uma saraivada de impropérios capazes de fazer corar até os mais despudorados.
De repente, uma dor insuportável vinda das profundezas da boca, lhe lembrou que o referido dente ainda necessitava de cuidados especiais e sem saber ao certo para onde ir, perambulou pelas ruas na esperança de que pudesse encontrar algum remanescente que lhe restabelecesse a paz. Hoje pela tarde ela teria que voltar à Brasília para participar de uma entrevista em um programa da TV aberta e este dente poderia ser um problema.
Foi quando avistou, no fim da rua, uma placa. Dr. Prudente, especialista em próteses e cirurgia geral. Para seu espanto, não havia fila na porta e parecia que o estabelecimento estava aberto.
- Tem alguém ai? - Bradou a senadora...
- Pois não, sou o Dr. Prudente, em que posso ajudá-la?
- Mas o senhor não está em greve?
- Sou recém-chegado e ainda não pude me interar das coisas da terra. A senhora é minha primeira cliente.
Um misto de medo e desesperança afogou os pensamentos da Senadora, cada vez mais sem opção.
- O senhor é formado?
- Claro, sou formado pela Faculdade Alegria, a senhora conhece?
- Nunca ouvi falar...
- Em primeiro lugar gostaria de lhe dizer que é uma honra atendê-la!
Disse o doutor enquanto arrumava a cadeira...
Ferros, crashes, plings e blongs depois, veio a sentença...
- O seu dente posterior esquerdo, está perdido. Temos que arrancá-lo
- Mas como? Tenho uma entrevista esta semana e não posso aparecer sem dentes...
- Não se preocupe, colocarei um provisório. Ninguém vai notar.
Acostumada às coisas definitivas a senadora teve que ceder aos argumentos profissionais do Dr. Prudente.
-Deva avisá-la senadora... Com o tempo, Vêm os anos, vão-se os dentes.
- Quando precisar pode me procurar que eu sou especialista em próteses e posso lhe restabelecer o sorriso caso lhe faltem dentes.
Irritada com a ousadia do protético, saiu com seu dente provisório rumo ao seu compromisso.
Câmeras, luzes, ação, deu-se inicio o evento..
Após a primeira pergunta, quando se preparava para limpar a garganta, a senadora viu ruir as suas chances de ir para a Playboy. O dente, fugiu do seu controle e partiu rumo a carreira solo, literalmente.
Mão na boca, suspiro geral, só lhe viram a mente as palavras do Dr. Prudente... “Com o tempo, vêm os anos e vão-se os dentes”
Moral da história... “ Os esquerdistas, quando novos, são contra a ditadura... Quando velhos, são a favor da Dentadura”.
Assinar:
Postagens (Atom)

