Eu e o amanhã.
(Paulo de Tarso)
Eu adorava sextas feiras. Ao chegar em casa, via os móveis sobrepostos e o cheiro inexorável da limpeza. Era dia de faxina. Minha mãe, exemplar dona de casa, arrumava, com a companheira do trabalho diário, o lar, passando cera no chão, enceradeira e óleo de peroba nos móveis de madeira (jacarandá, peroba e companhia).Uma cena que aguardava com anseio todos os dias da semana.
Na segunda, acordávamos com o sabor de um domingo aonde a música de encerramento do Fantástico e das séries que vinham logo depois (Havai 5.0, Dalas, Casal 20), tinham o sabor da mensagem de que a “festa acabou”. Hoje é dia de batente.
Terça feira era dia de expectativa. Meio de semana, provas, testes e aventuras. Isto tudo se misturava na quarta e, na quinta, já a alegria do provir da sexta. De volta ao mundo! Thanks god , Today is Friday!
Hoje vejo que a nossa referencia de tempo são as nossas expectativas.
O que faz uma semana passar mais devagar ou rápida é a espera de que algo nos aconteça em uma data futura. Se a expectativa é muita, olhe o relógio atrasando o passo! Se nem ligamos para isto, num piscar de olhos e lá se foi o dia, a semana, o ano e, à reboque, a vida.
Os nossos dias são repletos de expectativas. Pensamos em nossos filhos grandes, na faculdade. O que será da vida deles? Acertamos ou erramos? Seremos velhos sadios ou doentes? Ricos ou pobres? Solitários ou felizes? Quais foram as escolhas? Como será o amanhã? Responda quem souber! Vivendo o amanhã, perdemos a delicia do dia de hoje. Os convites às escolhas, as dores sentidas e as reflexões realizadas. Os amigos que nos acenam com flores as quais olhamos por cima, ficam para trás. O Hoje é o certo, eu já o tenho e o experimento com a minha mais profunda arrogância.
O tempo vai passando e aquilo que era um pequeno detalhe passa a ir fazendo a diferença. Estradas são seguidas, caminhos paralelos, gente que nos olha e por quem olhamos, vão ficando em suas paragens, fruto das suas escolhas. Amigos de infância casam-se, vão viver em outro país. Filhos crescem e abandonam o lar. Parentes vão ficando na estrada da vida, vitimados pela certeza do perecimento da carne. E nós? Vamos andando em nossas vidas olhando o amanhã, abandonados à própria sorte.
O convite da vida é eterno. Viva o agora! Pense em como ser feliz hoje e assim construir um caminho de felicidade para o amanhã. Não pensemos que as nossas agruras de hoje vão se transformar em rosas perfumadas pelo passar do tempo. Dores não sentidas são feridas que não saram. As cicatrizes doem enquanto abertas, mas nos acalentam com lembranças e experiências quando se fecham.
Sem querer, olhando as sextas feiras deixei de ser criança, fiquei adolescente e mudei apenas os meus anseios. O que eram móveis sobrepostos virou a espera pelos 18 anos. Depois dos 18, a formatura e, depois dela, os empregos, o sucesso, o crescimento. Hoje eu tenho 47 anos e me pergunto: e o hoje? O que eu estou fazendo? Quais as minhas expectativas para o amanhã? A resposta pronta que me vem à cabeça é...O amanhã é o reflexo do hoje e não existirá enquanto não fizermos as nossas apostas entre o nascer e o por do sol.
Quem sabe amanhã eu sinta o cheiro da cera ou a lembrança do esperado primeiro beijo. Quem sabe eu sinta a presença daqueles queridos irmãos de estrada ao meu lado, ou apenas a lembrança deles, mas o que eu preciso lembrar é que cada dia traz em si o seu sabor. Vive-los, exaurir cada sorriso dos meus filhos, cada gesto da esposa amiga, cada segundo dos meus queridos pais e amigos, cada gota dos segundos, para que caiba em mim apenas a saudade e a certeza de que nesta vida eu vivi, não havendo nenhuma expectativa maior do que esta.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Aventuras de Tonico e Lilico
Garoto chamado Tonico e outro Lilico
Brincavam de policia e ladrão
Tonico dizia que preso eu não fico
Deixava Lilico com a arma na mão
Depois de crescidos Tonico e Lilico
Mataram a saudade do tempo de outrora
Condenado Lilico foi para o lado de dentro
Libertado Tonico pelo lado de fora
Tonico limpava as calçadas da vida
Vendo aos poucos perder o que lhe pertencia
Liberdade restrita a uma vida bandida
Com uma pena menor do que lhe merecia
Lilico, cansado de tanto querer
Viu chegar pela toga um castigo exemplar
28 motivos pra se arrepender
Uma infancia perdida, sem amigos, sem lar
Tonico ligado aos amigos da lei
Tornou-se reu de um processo Formal
Livrou-se de tudo como ainda não sei
Ficha limpa na lama de uma casa imoral.
Brincavam de policia e ladrão
Tonico dizia que preso eu não fico
Deixava Lilico com a arma na mão
Depois de crescidos Tonico e Lilico
Mataram a saudade do tempo de outrora
Condenado Lilico foi para o lado de dentro
Libertado Tonico pelo lado de fora
Tonico limpava as calçadas da vida
Vendo aos poucos perder o que lhe pertencia
Liberdade restrita a uma vida bandida
Com uma pena menor do que lhe merecia
Lilico, cansado de tanto querer
Viu chegar pela toga um castigo exemplar
28 motivos pra se arrepender
Uma infancia perdida, sem amigos, sem lar
Tonico ligado aos amigos da lei
Tornou-se reu de um processo Formal
Livrou-se de tudo como ainda não sei
Ficha limpa na lama de uma casa imoral.
Pior do que Está não Fica!
Com este slogan, mais um candidato ao legislativo se apresenta ao eleitorado. Com a sapiencia de um humorista e a desfacatez de um bom político, ele insinua a verdade com o tom de enganar. Se posicionando como uma chacota fica a merce daqueles que, como eu, já não suportam mais ouvir os “meus irmãos e minhas irmãs”, “companheiros e companheiras”, “isto é para todos e todas (SIC)”. Por revolta, votemos no Tiririca, pois pior do que está não fica!
Tenho cumprido a minha agenda de eleitor e buscado nos programas algo de novo, de inteligente, de possivel, e confesso abobalhado de que a minha busca ainda não resultou em nenhum sucesso. Ou estou ouvindo os programas errados ou a coisa está de fato feia. Irmãos dos “Irmãos e Irmãs”, que tem nojo de apertar-lhes as mãos, falam como pobres, agem como pobres, e pensam pobremente sobre os pobres. Assim pensam se igualar aos pobres de fato conseguindo deles o seu precioso voto. Nada se fala de educação, de saúde, de segurança, temas fundamentais para o desenvolvimento de qualquer pais. Estes assuntos são tratados no genérico (SAUDE, EDUCAÇÃO), estão em todos os papeis e folders mas, em lugar nenhum, aparecem propostas concretas para mudar o que ai se encontra.
O tão falado “Bolsa Familia” é um programa que se tornou a razão de ser do brasileiro. Tem trabalhador pedindo demissão, pois ganhará mais na ociosidade do que trabalhando por um país que quer crescer. O ex-presidente Fernando Henrique predizia “Não sejamos vagabundos em um país de pobres e miseráveis”, obviamente se referindo na época aos aposentados, valendo hoje como um brado da população que pensa e que trabalha por este país.
O que os “novos brasileiros” não podem esquecer é que eles são novos porque os bancos estão cheios de dinheiro, as indústrias estão contratando mais, o comércio idem, e isto não tem o dedo do governo na forma de esmolas. É trabalho da classe empreendedora que faz acontecer. Estes novos brasileiros, agora paparicados por sua ignorancia e incapacidade de discernir entre o certo e o errado, aguardam a próxima oportunidade de receber mais um trocado de graça, como se dinheiro nacesse em árvore e de um processo de geração espontânea. Estes brasileiros não construirão um novo Brasil sem que haja mudança de comportamento, posicionamento, capacitação e atitude. Os brasileiros que hoje constroem o país, não decidem mais nada, são apenas observadores atonitos de um show de horrores.
Para completar a ladainha vem a tal da politização do Estado que, tal qual sailtre, corroe as estruturas do poder, tornando-o um gigante inchado e triste, com poucas chances de recuperação. O passado foi esquecido e a luta de classe perdeu o sentido. Os antigos combatentes do sistema hoje são cooptados por ofertas mixurucas, bem a altura dos seus anseios pessoais. Não há oposição para os desmandos e, ao contrário, a catarse coletiva com a mediocridade levará o país à estagnação,o qual,depois, ao lixo, será devolvido a outros grupos ansiosos de poder para que assim, ao virar o jogo, os que hoje babam ante ao discurso popularesco, venham às ruas protestar, brigar por mais direitos, como filmes que já assistimos no passado.
É amigo Tiririca, é por tudo isto e mais voce que eu posso afirmar: Tenha certeza que pior sempre fica!
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Será que o Amor Existe ?
Desde os tempos imemoriais o amor tem sido tema e motivação para a vida de muitos de nós, seres humanos. Das violas dos boêmios às causas ecológicas, passando pelas pautas dos poetas e pelos apelos sinceros dos enamorados, ele é o combustível que nos leva, que nos conduz e que nos fortifica. Tamanho o seu significado, que palavras não são suficientes para exprimi-lo. Ao dizer, Deus é amor, estamos buscando a definição no indefinido, em mais um paradoxo típico da sua existência.
Pois então, não é que os cientistas encafifados com tamanha enormidade do tema estão buscando explicações para o inexplicável ? Os novos experimentos com a neurociência tem tentado buscar as origens deste sentimento arrebatador e com isto também explicar o por quê dele acabar ? Se achamos o ser amado, que de tão amado nos provoca dor a sua perda, por que então, de repente, ele acaba ? Por que buscamos outro amor quando tínhamos o perfeito ao nosso lado ?
Dos seus diversos tipos, temos o Amor que prende e protege e o Amor que liberta e incentiva, temos o Amor que nada quer e o Amor que tudo deseja. Então, se quem ama Liberta quem protege não Ama ? Vá dizer isto a uma amantíssima mãe! O Amor tem razões que a própria razão desconhece e isto o faz de fato um grande desafio ideológico.
Vamos começar então pelos cientistas. O que eles descobriram ? Andréas Bartels e Semir Zeki da University College, em Londres, no ano 2000 localizaram uma área no cérebro que é ativada pelo amor romântico. Eles examinaram estudantes que disseram estar muito apaixonados, fizeram ressonância magnética de seus cérebros, localizando uma pequena área muito ativada, diferente da que era ativada quando há só amizade normal. Viram, também, que esta área era diferente da ativada quando a pessoa sente outras emoções, como medo e raiva.
As regiões do cérebro ativadas pelo amor romântico são também responsáveis pela euforia induzida por drogas como a cocaína. O cérebro das pessoas apaixonadas, o estudo mostrou, não parece com o das pessoas experimentando sentimentos fortes, mas como o das que cheiram cocaína. A conclusão dos cientistas é que a paixão usa mecanismos do sistema nervoso que são ativados durante o processo de formar uma dependência química (adicção). Daí o Dr.Larry Young, pesquisador na área de ligações sociais na Emory University, em Atlanta, na Geórgia, falando das pessoas apaixonadas, disse: “Nós estamos literalmente adictos (drogados) ao amor.”
É interessante notar que nessas regiões há células neurais que se comunicam através da substância mensageira, a dopamina, e reagem de forma sensível àquilo que causa bem-estar – como alimentos saborosos, por exemplo – ou mesmo à possibilidade de experimentá-los. O fato de a paixão estar relacionada a esse “sistema de recompensa”, indica que o que estamos habituados a chamar de “sentimento” talvez seja, na verdade, um “estado de motivação” para a busca de algo – comparável à fome, que nos leva a buscar e consumir alimentos. Se pensarmos assim, o cenário fica menos romântico. Afinal, talvez não nos apaixonemos (como muitas vezes gostamos de pensar) em razão de uma trama bem engendrada do destino ou dos belos olhos do outro, de seu charme e de sua sensualidade. Sob essa óptica o encantamento se vale, antes, de mecanismos neurológicos cuja função é aplacar uma necessidade biológica. E garantir a sobrevivência da melhor forma possível.
Neste sentido, a canção “O meu vício é você” talvez relate muito mais o verdadeiro Amor do que “Eu te amo Eu te amo” escrita e cantada pelo Rei Roberto. O Amor é algo que nos aproxima, nos atrai que nos faz ficar juntos para proteger as nossas crias e que nos abandona quando o ciclo da vida se completa, nos preparando para um novo ciclo De Amor. E pasmem, este ciclo dura de 18 a 30 meses, ou seja, se após 2 anos e meio de relacionamento amoroso o seu par lhe disser que te ama, saiba que a natureza lhes foi pródiga e lhes deu mais um tempo. Outros hormônios, como a oxitocina agirão para fazer com que os pombinhos fiquem juntos por mais tempo.
Só que tudo isto é fruto da perfeição dos seres humanos. O Amor salta aos processos químicos e por ser tão grande, supera os limites impostos pelo seu criador tornando-se algo que é imaterial, concreto e sem limites. O Amor é um Paradoxo que se explica quando se sente, mas que não pode ser escrito em palavras, como aqui tento fazer. O fato é que, com hormônios ou sem hormônios, é o Amor o sentimento transformador, pleno, que é captado pelos sensíveis aptos a sentirem a sua presença e a vestirem o seu manto de humanidade e prazer.
Sim meus amigos, o Amor existe, mesmo que finito posto que é chama, mas imortal enquanto dure!” Ah! Meu poeta. Prá que cientistas, se tivemos você ?
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quarta-feira, 5 de maio de 2010
domingo, 17 de janeiro de 2010
A Bahia é uma Mula sem Cabeça
Conhecendo os nossos conterrâneos como conheço é certo que, muito em breve, o assunto mais comentado na roda será a declaração mais do que correta e oportuna do Nizan Guanaes. Falem de mim, mas não falem das minhas tranças.
Ora, antes de analisarmos a frase do Nizan (que não é dado a falar besteiras), vamos analisar um aspecto bastante curioso a cerca do ser baiano. Somos animados, festivos, inigualáveis no receptivo, fazemos piadas de tudo (até de nós), mas quando o assunto é “o futuro da Bahia”, encontramos o primeiro tapete vermelho e escondemos tudo lá em baixo. Não é assunto para rodas de amigos, para pensadores e imprensa, o “futuro da Bahia” simplesmente não é assunto. Estamos em uma sociedade de papel onde tudo é lindo, tudo é perfeito. Temos a maior costa oceânica do Brasil, as melhores praias, somos o maior PIB do nordeste, temos a 3ª capital do país em população, os melhores músicos, o melhor e maior carnaval e uma elite política que tudo faz pela Bahia, ou seja, não temos problemas.
Ao fechar meus olhos para pensar no passado, percorro a lista de baianos ilustres: Ari Barroso, Assis Valente, Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Jorge Amado, João Ubaldo, Gregório de Matos, Castro Alves, Camillo de Jesus Lima, Afrânio Peixoto, Rui Barbosa, Cezar Zama, Teodoro Sampaio, Nina Rodrigues, Pedro Calmon, Ana Nery, Anísio Teixeira, Barão de Macaúbas, Divaldo Franco, Luiz Gama, Mãe Menininha do Gantois, Irmã Dulce, Joana Angélica, Maria Quitéria e Aristides Spínola, dentro de uma interminável lista de conterrâneos fazem e se fizeram respeitar no Brasil e no mundo, aumentando ainda mais a nossa sensação ufanista de que Baiano não nasce, estréia.
Abro os meus olhos e contemplo as ruas. O que aconteceu com a Bahia ? Vejo ruas sujas, insegurança, pobreza, mediocridade, afloramento e fortalecimento de uma sub-cultura (juro que não é preconceito contra os “Vem cá ordinária!”) e o mais grave, não vejo novos baianos entrando nesta lista. Os nossos baianos ilustres estão mortos ou perto disto, sem que haja nenhuma manifestação de novos nomes que venham nos resgatar das trevas. A política da Bahia é a mais imbecil e medíocre que eu tenho nota, desde os meus primeiros comícios (há 40 anos atrás). Pseudo líderes ufanados por uma propaganda mentirosa, ardis de submundo praticados com a proficiência que beira a irracionalidade, uma juventude rebolativa ao som do “Rebolation” e uma dicotomia estúpida entre o novo e o passado. Se o passado foi ruim, o novo será bom (e nada mais). Ou seja, se o novo for igualmente ruim ou pior, estamos fritos (quanto a isto não tenho mais dúvidas).
Uma sociedade de fato se faz com líderes naturais, pessoas comprometidas com o sucesso da sociedade, com determinação, tenacidade e perspicácia. Uma sociedade em decadência se entrega aos apelos fáceis da demagogia, aos puxa sacos e a ilusão de que isto não é problema nosso. Cadê a cultura da Bahia ? Cadê a genialidade que brotava nos lares pobres como Cacau nas lavouras de Ilhéus ?. Será que fomos contaminados com algum tipo de praga que aniquilou a capacidade das baianas de gerarem lideres, sendo esta geração uma seleção mal feita de frutos podres ? Cadê as universidades ? Cadê as discussões de alto nível ? Será que os nossos formadores de opinião de massa (jornalistas, radialistas e comunicadores) trocam as migalhas ideológicas dos seus cérebros por trocados vindos dos seus ofendidos ? Onde está a nossa capacidade de revolta e indignação? Temos os piores governos de todos os tempos e já reelegemos o pior prefeito do Brasil (juro que não fui eu quem falou) e vamos reeleger o pior e mais despreparado governador do Brasil (basta olhar o que está acontecendo no nordeste) e ainda assim nada se discute ? O lixo que nos sobra a escolher é opção ? O que estamos fazendo com o nosso litoral para que cidades como Ilhéus não entrem em falência ?
Tantas perguntas e nenhuma resposta, só uma certeza. Antes de pensarmos na peruca de Bel Marques ou na sua careca, pensemos em nós, baianos e em nossa Bahia. Vamos deixar isto tudo acontecer ? ou vamos reescrever a história do nosso Estado e do nosso povo ?
Quando Francisco Pereira de Souza, após 15 anos no Brasil, abandonou a sua capitania hereditária (cuja sede se localizava nas imediações do Farol da Barra, também conhecido como Ponta do Padrão), após um ataque dos Tupinambás insuflados pelos Franceses, levou os portugueses, com medo de perder o território para os seus inimigos, a precipitarem a vinda do Governador Geral Tomé de Souza para a Bahia, em 29 de março de 1549. Surgiu a primeira capital do Brasil e o germe da nossa sociedade. Após 461 anos, fico a contemplar o mar na esperança que novas caravelas aqui aportem, trazendo bravos novos baianos, que estejam dispostos a reconstruir aqui tudo que a nossa leniência foi capaz de destruir.
Ora, antes de analisarmos a frase do Nizan (que não é dado a falar besteiras), vamos analisar um aspecto bastante curioso a cerca do ser baiano. Somos animados, festivos, inigualáveis no receptivo, fazemos piadas de tudo (até de nós), mas quando o assunto é “o futuro da Bahia”, encontramos o primeiro tapete vermelho e escondemos tudo lá em baixo. Não é assunto para rodas de amigos, para pensadores e imprensa, o “futuro da Bahia” simplesmente não é assunto. Estamos em uma sociedade de papel onde tudo é lindo, tudo é perfeito. Temos a maior costa oceânica do Brasil, as melhores praias, somos o maior PIB do nordeste, temos a 3ª capital do país em população, os melhores músicos, o melhor e maior carnaval e uma elite política que tudo faz pela Bahia, ou seja, não temos problemas.
Ao fechar meus olhos para pensar no passado, percorro a lista de baianos ilustres: Ari Barroso, Assis Valente, Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Jorge Amado, João Ubaldo, Gregório de Matos, Castro Alves, Camillo de Jesus Lima, Afrânio Peixoto, Rui Barbosa, Cezar Zama, Teodoro Sampaio, Nina Rodrigues, Pedro Calmon, Ana Nery, Anísio Teixeira, Barão de Macaúbas, Divaldo Franco, Luiz Gama, Mãe Menininha do Gantois, Irmã Dulce, Joana Angélica, Maria Quitéria e Aristides Spínola, dentro de uma interminável lista de conterrâneos fazem e se fizeram respeitar no Brasil e no mundo, aumentando ainda mais a nossa sensação ufanista de que Baiano não nasce, estréia.
Abro os meus olhos e contemplo as ruas. O que aconteceu com a Bahia ? Vejo ruas sujas, insegurança, pobreza, mediocridade, afloramento e fortalecimento de uma sub-cultura (juro que não é preconceito contra os “Vem cá ordinária!”) e o mais grave, não vejo novos baianos entrando nesta lista. Os nossos baianos ilustres estão mortos ou perto disto, sem que haja nenhuma manifestação de novos nomes que venham nos resgatar das trevas. A política da Bahia é a mais imbecil e medíocre que eu tenho nota, desde os meus primeiros comícios (há 40 anos atrás). Pseudo líderes ufanados por uma propaganda mentirosa, ardis de submundo praticados com a proficiência que beira a irracionalidade, uma juventude rebolativa ao som do “Rebolation” e uma dicotomia estúpida entre o novo e o passado. Se o passado foi ruim, o novo será bom (e nada mais). Ou seja, se o novo for igualmente ruim ou pior, estamos fritos (quanto a isto não tenho mais dúvidas).
Uma sociedade de fato se faz com líderes naturais, pessoas comprometidas com o sucesso da sociedade, com determinação, tenacidade e perspicácia. Uma sociedade em decadência se entrega aos apelos fáceis da demagogia, aos puxa sacos e a ilusão de que isto não é problema nosso. Cadê a cultura da Bahia ? Cadê a genialidade que brotava nos lares pobres como Cacau nas lavouras de Ilhéus ?. Será que fomos contaminados com algum tipo de praga que aniquilou a capacidade das baianas de gerarem lideres, sendo esta geração uma seleção mal feita de frutos podres ? Cadê as universidades ? Cadê as discussões de alto nível ? Será que os nossos formadores de opinião de massa (jornalistas, radialistas e comunicadores) trocam as migalhas ideológicas dos seus cérebros por trocados vindos dos seus ofendidos ? Onde está a nossa capacidade de revolta e indignação? Temos os piores governos de todos os tempos e já reelegemos o pior prefeito do Brasil (juro que não fui eu quem falou) e vamos reeleger o pior e mais despreparado governador do Brasil (basta olhar o que está acontecendo no nordeste) e ainda assim nada se discute ? O lixo que nos sobra a escolher é opção ? O que estamos fazendo com o nosso litoral para que cidades como Ilhéus não entrem em falência ?
Tantas perguntas e nenhuma resposta, só uma certeza. Antes de pensarmos na peruca de Bel Marques ou na sua careca, pensemos em nós, baianos e em nossa Bahia. Vamos deixar isto tudo acontecer ? ou vamos reescrever a história do nosso Estado e do nosso povo ?
Quando Francisco Pereira de Souza, após 15 anos no Brasil, abandonou a sua capitania hereditária (cuja sede se localizava nas imediações do Farol da Barra, também conhecido como Ponta do Padrão), após um ataque dos Tupinambás insuflados pelos Franceses, levou os portugueses, com medo de perder o território para os seus inimigos, a precipitarem a vinda do Governador Geral Tomé de Souza para a Bahia, em 29 de março de 1549. Surgiu a primeira capital do Brasil e o germe da nossa sociedade. Após 461 anos, fico a contemplar o mar na esperança que novas caravelas aqui aportem, trazendo bravos novos baianos, que estejam dispostos a reconstruir aqui tudo que a nossa leniência foi capaz de destruir.
sábado, 12 de dezembro de 2009
A Merda é o que a Gente Herda
Escatológicos, são meus versos soltos
Coliformes, a minha inspiração
Uniforme a minha resiliência
Fenomenal a minha aprovação
Bobagem é meu lema recorrente
Superfície é o fundo do meu mar
O meu foco é um povo inocente
Incapaz de ver, pensar e julgar
Se me julgas pela minha oratória
Ou se pensas que não sei ler ou escrever
Nada disto diminui a minha glória
Nada disto me impede de vencer
Eu sou fruto desta sua fantasia
De pensar que o Brasil é seu lugar
Só por que pensas ser da Burguesia
É exclusivo o seu direito de enganar ?
E Se eu falo que o povo está na Merda
E se afirmo que de lá irei tirar
É porque demagogia a gente herda
E seu eu sair, voce vai querer o meu lugar.
Coliformes, a minha inspiração
Uniforme a minha resiliência
Fenomenal a minha aprovação
Bobagem é meu lema recorrente
Superfície é o fundo do meu mar
O meu foco é um povo inocente
Incapaz de ver, pensar e julgar
Se me julgas pela minha oratória
Ou se pensas que não sei ler ou escrever
Nada disto diminui a minha glória
Nada disto me impede de vencer
Eu sou fruto desta sua fantasia
De pensar que o Brasil é seu lugar
Só por que pensas ser da Burguesia
É exclusivo o seu direito de enganar ?
E Se eu falo que o povo está na Merda
E se afirmo que de lá irei tirar
É porque demagogia a gente herda
E seu eu sair, voce vai querer o meu lugar.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Ode ao Ahrmagenedom
És da morte cavaleiro, porta voz e senhor
Carne crua e podre ainda a viver entre nós
Em tua palavra veneno traduzido em terror
Em nosso espanto cegueira a calar nossa voz
Se é normal o País no exercício do escambo
abrir os seus portos pra que mais lhe convém
É normal um poder, com a honra aos molambos
Qual um ser mais vulgar, ajoelhar-se aos vintens
Vem do átomo puro, do urânio enriquecido
um poder que lhe legitima, mantem e castiga
Uma bomba na mente de um povo oprimido
Hecatombe iminente que seu ódio instiga
Ao negar os seus Gays, suas putas e o holocausto
Tornam-se cegos os seus olhos sem lei
Faz-nos cumplices do seu mando nefasto
Subalternos mortos de um reinado sem rei.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Um filho do Brasil
Brasil, que patria matria és mãe servil
A cujos filhos o teu nome deu
Se não escolhes quem de ti saiu
A quem puxou este teu filho ateu?
Foi do mar, foi do rio, ou das matas e do céu anil
Homens, armas, degredados ou dos barcos que teu ouro deu?
Foi do rei,do Sarney, homens fracos de imaginação senil?
De quem foi mãe,esse jeito de seu filho ateu?
Lutas, classes, pobres que esse homem viu
crenças falsas, esperanças, tudo mais que já aconteceu
Como pode mãe, ser tão podre esse seu filho vil?
Logo este mãe, que se orgulha de ser filho teu
A cujos filhos o teu nome deu
Se não escolhes quem de ti saiu
A quem puxou este teu filho ateu?
Foi do mar, foi do rio, ou das matas e do céu anil
Homens, armas, degredados ou dos barcos que teu ouro deu?
Foi do rei,do Sarney, homens fracos de imaginação senil?
De quem foi mãe,esse jeito de seu filho ateu?
Lutas, classes, pobres que esse homem viu
crenças falsas, esperanças, tudo mais que já aconteceu
Como pode mãe, ser tão podre esse seu filho vil?
Logo este mãe, que se orgulha de ser filho teu
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Soneto do Zé Alguem
A humildade e a nobreza
Qual o real e a realeza
Seja em que medida for
Podem ter o mesmo preço
Mas jamais mesmo valor
Pão que mata a nossa fome
Iguala ao chão, mulher e homem
Mesma dor, mesmo sorrir
Mesmo odor, mesma ferida
Mesmo pó de ir e vir
Veja os seus dentes caninos
Qual a boca dos felinos
Instintivo ou racional
Quem você é afinal
Animal, mau, mau, mau!
Pra que serve tanta idéia
Animal saber falar
Se o que tanto alardeia
Mata, quebra, incendeia
Sua casa, nosso lar
Não adianta ser esnobe
Ser um deus ou mais além
Se a mão da avareza
Não prende o rio à correnteza
Nem faz alguém amar ninguém
Então veja, oh pobre homem
Ao revés da sua sorte
Saber seu fim, sua própria morte
Logo após o seu adeus
Lá no céu rever os seus
E por fim dessa peleja
Pra acabar com a falação
Olhe ao longe pra esquina
Aquele lá que te azucrina
É seu igual, é seu irmão.
Qual o real e a realeza
Seja em que medida for
Podem ter o mesmo preço
Mas jamais mesmo valor
Pão que mata a nossa fome
Iguala ao chão, mulher e homem
Mesma dor, mesmo sorrir
Mesmo odor, mesma ferida
Mesmo pó de ir e vir
Veja os seus dentes caninos
Qual a boca dos felinos
Instintivo ou racional
Quem você é afinal
Animal, mau, mau, mau!
Pra que serve tanta idéia
Animal saber falar
Se o que tanto alardeia
Mata, quebra, incendeia
Sua casa, nosso lar
Não adianta ser esnobe
Ser um deus ou mais além
Se a mão da avareza
Não prende o rio à correnteza
Nem faz alguém amar ninguém
Então veja, oh pobre homem
Ao revés da sua sorte
Saber seu fim, sua própria morte
Logo após o seu adeus
Lá no céu rever os seus
E por fim dessa peleja
Pra acabar com a falação
Olhe ao longe pra esquina
Aquele lá que te azucrina
É seu igual, é seu irmão.
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sábado, 24 de outubro de 2009
Será que o Amor Existe ?
Desde os tempos imemoriais o amor tem sido tema e motivação para a vida de muitos de nós, seres humanos. Das violas dos boêmios às causas ecológicas, passando pelas pautas dos poetas e pelos apelos sinceros dos enamorados, ele é o combustível que nos leva, que nos conduz e que nos fortifica. Tamanho o seu significado, que palavras não são suficientes para exprimi-lo. Ao dizer, Deus é amor, estamos buscando a definição no indefinido, em mais um paradoxo típico da sua existência.
Pois então, não é que os cientistas encafifados com tamanha enormidade do tema estão buscando explicações para o inexplicável ? Os novos experimentos com a neurociência tem tentado buscar as origens deste sentimento arrebatador e com isto também explicar o por quê dele acabar ? Se achamos o ser amado, que de tão amado nos provoca dor a sua perda, por que então, de repente, ele acaba ? Por que buscamos outro amor quando tínhamos o perfeito ao nosso lado ?
Dos seus diversos tipos, temos o Amor que prende e protege e o Amor que liberta e incentiva, temos o Amor que nada quer e o Amor que tudo deseja. Então, se quem ama Liberta quem protege não Ama ? Vá dizer isto a uma amantíssima mãe! O Amor tem razões que a própria razão desconhece e isto o faz de fato um grande desafio ideológico.
Vamos começar então pelos cientistas. O que eles descobriram ? Andréas Bartels e Semir Zeki da University College, em Londres, no ano 2000 localizaram uma área no cérebro que é ativada pelo amor romântico. Eles examinaram estudantes que disseram estar muito apaixonados, fizeram ressonância magnética de seus cérebros, localizando uma pequena área muito ativada, diferente da que era ativada quando há só amizade normal. Viram, também, que esta área era diferente da ativada quando a pessoa sente outras emoções, como medo e raiva.
As regiões do cérebro ativadas pelo amor romântico são também responsáveis pela euforia induzida por drogas como a cocaína. O cérebro das pessoas apaixonadas, o estudo mostrou, não parece com o das pessoas experimentando sentimentos fortes, mas como o das que cheiram cocaína. A conclusão dos cientistas é que a paixão usa mecanismos do sistema nervoso que são ativados durante o processo de formar uma dependência química (adicção). Daí o Dr.Larry Young, pesquisador na área de ligações sociais na Emory University, em Atlanta, na Geórgia, falando das pessoas apaixonadas, disse: “Nós estamos literalmente adictos (drogados) ao amor.”
É interessante notar que nessas regiões há células neurais que se comunicam através da substância mensageira, a dopamina, e reagem de forma sensível àquilo que causa bem-estar – como alimentos saborosos, por exemplo – ou mesmo à possibilidade de experimentá-los. O fato de a paixão estar relacionada a esse “sistema de recompensa”, indica que o que estamos habituados a chamar de “sentimento” talvez seja, na verdade, um “estado de motivação” para a busca de algo – comparável à fome, que nos leva a buscar e consumir alimentos. Se pensarmos assim, o cenário fica menos romântico. Afinal, talvez não nos apaixonemos (como muitas vezes gostamos de pensar) em razão de uma trama bem engendrada do destino ou dos belos olhos do outro, de seu charme e de sua sensualidade. Sob essa óptica o encantamento se vale, antes, de mecanismos neurológicos cuja função é aplacar uma necessidade biológica. E garantir a sobrevivência da melhor forma possível.
Neste sentido, a canção “O meu vício é você” talvez relate muito mais o verdadeiro Amor do que “Eu te amo Eu te amo” escrita e cantada pelo Rei Roberto. O Amor é algo que nos aproxima, nos atrai que nos faz ficar juntos para proteger as nossas crias e que nos abandona quando o ciclo da vida se completa, nos preparando para um novo ciclo De Amor. E pasmem, este ciclo dura de 18 a 30 meses, ou seja, se após 2 anos e meio de relacionamento amoroso o seu par lhe disser que te ama, saiba que a natureza lhes foi pródiga e lhes deu mais um tempo. Outros hormônios, como a oxitocina agirão para fazer com que os pombinhos fiquem juntos por mais tempo.
Só que tudo isto é fruto da perfeição dos seres humanos. O Amor salta aos processos químicos e por ser tão grande, supera os limites impostos pelo seu criador tornando-se algo que é imaterial, concreto e sem limites. O Amor é um Paradoxo que se explica quando se sente, mas que não pode ser escrito em palavras, como aqui tento fazer. O fato é que, com hormônios ou sem hormônios, é o Amor o sentimento transformador, pleno, que é captado pelos sensíveis aptos a sentirem a sua presença e a vestirem o seu manto de humanidade e prazer.
Sim meus amigos, o Amor existe!, mesmo que finito, posto que é chama, mas imortal enquanto dure!” Ah! Meu poeta!. Prá que cientistas se tivemos você ?
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Vamos Implodir a Bahia!!!
Yes, já temos o nosso 11 de setembro!
Depois da fatídica data de domingo, quando quase uma dezena de baianos despencou buraco abaixo em uma das galerias do Estádio Otávio Mangabeira, presenciamos uma medida tomada pelo Governo do Estado, a qual entendemos como a mais genial medida tomada por um governante, “neste país”, nos últimos 500 anos. Vamos implodir a Fonte Nova. Em seu lugar, vamos erigir um “Estadio multiuso”. Maravilha do pensamento humano, fico a imaginar o que tenha se passado na cabeça no nosso supremo alcaide quando tomou esta decisão (afinal, sempre é um começo, temos que ter esperanças). Ora, o Estádio não oferece mais segurança a população e não podemos deixar que uma dezena de baianos morreu sem termos que tomar uma medida drástica como a anunciada. Vamos implodir e reconstruir.
Como sou um bom baiano e gosto de contribuir com o futuro da minha terra, passo a colaborar com a idéia do governador e sugerir uma maior abrangência desta tão aclamada medida, afinal, agora, os jogos da segunda divisão poderão ser executados em um local mais moderno e seguro ao custo de 300 milhões de reais, tal qual o Engenhão, que custou aos cofres públicos 350 milhões. Temos só que rezar para que os nossos cálculos não estejam errados, pois o estádio carioca começou com um orçamento de 60 milhões e, depois de múltiplas idas e vindas, saiu por 350 (apenas 5 x mais). Aproveitemos então ensejo e vamos estender as implosões.
Vamos implodir todos os hospitais e postos de saúde do Estado, afinal, diariamente morrem centenas de baianos vitimas do descaso, da falta de comprometimento do sistema com a população, da falta de seriedade, da falta de competência, da falta de vergonha, da falta de recursos. Vamos implodir o sistema único de saúde, que finge existir sem se constranger com o cheiro da morte em suas mãos. Vamos implodir as escolas e universidades, que viraram casas de fabricação de medíocres, sem capacidade de pensamento critico e absoluta visão de liderança. Vamos implodir este sistema que está condenando o futuro deste país pela falta absoluta de pessoas que possam conduzir o seu desenvolvimento e pela formação de eleitores ávidos por um paizão, coronel, chefe, que mande em tudo e resolva tudo, custe o que custar, que apóie a corrupção e seus corruptores. Vamos implodir o sistema de saneamento básico. Segundo a pesquisa "Trata Brasil: saneamento e saúde" da FGV, a falta de saneamento básico é a causa maior de óbitos entre crianças entre 1 e 6 anos e as chances de um habitante da favela morrer por problemas decorrentes da falta de saneamento é 28% maior dos que por outras causas (pobres e crianças são menos importantes do que torcedores do Bahia?), vamos ter que esperar até 2122 (conforme informa a pesquisa) para termos condições dignas para o nosso povo? Vamos implodir a prefeitura municipal afinal, o prefeito, eleito pelo povo, deu o seu mandato para o pessoal do PMDB em troca de uma prorrogação da sua extrema-unção da sua vida política. Vamos implodir as secretarias de governo, que não conseguem sequer gastar o orçamento do Estado pela falta de decisão e comando internos. Vamos implodir a câmara dos vereadores, que está doida para entregar a orla de Salvador para as construtoras sem se importar com a degradação da cidade e das suas conseqüências. Vamos implodir o judiciário, que lentamente condena aqueles que não podem, segundo o jurista Saulo Ramos, postergar a sua culpa até a prescrição. Vamos implodir a Bahia...
No final, restará um grande terreno baldio, cheio da gente boa desta terra, cujo comportamento exemplar o faz único. Vamos chamar um grande arquiteto e projetar um Estado Multiuso, mais moderno, seguro e cheio de possibilidades para TODOS NÓS.
Depois da fatídica data de domingo, quando quase uma dezena de baianos despencou buraco abaixo em uma das galerias do Estádio Otávio Mangabeira, presenciamos uma medida tomada pelo Governo do Estado, a qual entendemos como a mais genial medida tomada por um governante, “neste país”, nos últimos 500 anos. Vamos implodir a Fonte Nova. Em seu lugar, vamos erigir um “Estadio multiuso”. Maravilha do pensamento humano, fico a imaginar o que tenha se passado na cabeça no nosso supremo alcaide quando tomou esta decisão (afinal, sempre é um começo, temos que ter esperanças). Ora, o Estádio não oferece mais segurança a população e não podemos deixar que uma dezena de baianos morreu sem termos que tomar uma medida drástica como a anunciada. Vamos implodir e reconstruir.
Como sou um bom baiano e gosto de contribuir com o futuro da minha terra, passo a colaborar com a idéia do governador e sugerir uma maior abrangência desta tão aclamada medida, afinal, agora, os jogos da segunda divisão poderão ser executados em um local mais moderno e seguro ao custo de 300 milhões de reais, tal qual o Engenhão, que custou aos cofres públicos 350 milhões. Temos só que rezar para que os nossos cálculos não estejam errados, pois o estádio carioca começou com um orçamento de 60 milhões e, depois de múltiplas idas e vindas, saiu por 350 (apenas 5 x mais). Aproveitemos então ensejo e vamos estender as implosões.
Vamos implodir todos os hospitais e postos de saúde do Estado, afinal, diariamente morrem centenas de baianos vitimas do descaso, da falta de comprometimento do sistema com a população, da falta de seriedade, da falta de competência, da falta de vergonha, da falta de recursos. Vamos implodir o sistema único de saúde, que finge existir sem se constranger com o cheiro da morte em suas mãos. Vamos implodir as escolas e universidades, que viraram casas de fabricação de medíocres, sem capacidade de pensamento critico e absoluta visão de liderança. Vamos implodir este sistema que está condenando o futuro deste país pela falta absoluta de pessoas que possam conduzir o seu desenvolvimento e pela formação de eleitores ávidos por um paizão, coronel, chefe, que mande em tudo e resolva tudo, custe o que custar, que apóie a corrupção e seus corruptores. Vamos implodir o sistema de saneamento básico. Segundo a pesquisa "Trata Brasil: saneamento e saúde" da FGV, a falta de saneamento básico é a causa maior de óbitos entre crianças entre 1 e 6 anos e as chances de um habitante da favela morrer por problemas decorrentes da falta de saneamento é 28% maior dos que por outras causas (pobres e crianças são menos importantes do que torcedores do Bahia?), vamos ter que esperar até 2122 (conforme informa a pesquisa) para termos condições dignas para o nosso povo? Vamos implodir a prefeitura municipal afinal, o prefeito, eleito pelo povo, deu o seu mandato para o pessoal do PMDB em troca de uma prorrogação da sua extrema-unção da sua vida política. Vamos implodir as secretarias de governo, que não conseguem sequer gastar o orçamento do Estado pela falta de decisão e comando internos. Vamos implodir a câmara dos vereadores, que está doida para entregar a orla de Salvador para as construtoras sem se importar com a degradação da cidade e das suas conseqüências. Vamos implodir o judiciário, que lentamente condena aqueles que não podem, segundo o jurista Saulo Ramos, postergar a sua culpa até a prescrição. Vamos implodir a Bahia...
No final, restará um grande terreno baldio, cheio da gente boa desta terra, cujo comportamento exemplar o faz único. Vamos chamar um grande arquiteto e projetar um Estado Multiuso, mais moderno, seguro e cheio de possibilidades para TODOS NÓS.
domingo, 14 de outubro de 2007
Rapidinhas...
Extra, Extra!!!
Vocës sabem por que o romance de Renan e Monica acabou?
Falta DE COURO Parlamentar... HAhahahahahahah!!!!!
Vocës sabem por que o romance de Renan e Monica acabou?
Falta DE COURO Parlamentar... HAhahahahahahah!!!!!
sábado, 13 de outubro de 2007
Olho Por Olho
Não assiti ainda ao filme “Tropa de Elite” mas, sem dúvida, irei. Irei porque quero ver, pelo menos uma vez, um filme onde o bem vence ao mal. Já não era sem tempo um filme que saísse da visão teatral e filosófica de analisar o mal pelas suas origens, valorizando o elemento humano e o charme do bandido. Cheguei a pensar que o mocinho fosse o elemento careta as ser banido das nossas vidas e dos nossos sonhos e que os filmes estavam trazendo apenas a visão da culpa de cada um de nós por existir o crime e não estarmos fazendo a nossa parte.
A predominância é do mocinho contra o bandido, o qual aparece sempre elegante e travestido de razão. O mocinho tem que lutar contra as peripécias do bandido e contra a simpatia que os mesmos adquirem nos poucos minutos do filme. É o lado poético do autor fazendo a sua parte mas, será que é isto que queremos ver?
Desde pequenos vimos sendo educados a pensar que as forças do bem sempre superam as do mal e que o mocinho sempre vencerá. Tal relação de consequencia nos redime e nos faz adquirir forças para recomeçar naqueles momentos em que somos derrubados por aquele cidadão que nos passou para trás ou aquele companheiro ou companheira que nos traiu. O “tempo é o senhor da razão” e, lá na frente, a nossa vingança acontecerá, mesmo que não seja nesta vida.
A religião traz a mensagem de que o que fazemos em vida determina a nossa condição após a morte. Tal como um pagamento por uma vaga em um hotel melhor ou pior no além, as noções do bem se fundamentam em conceitos como pecado, fé, harmonia, caridade, etc. Na verdade, esta certeza de algo que não podemos comprovar em vida nos redime contra o mal. Confesso que tenho sentido falta dos milagres de Deus nos filmes que mostram o embate do céu contra o inferno. Antigamente tinha mais milagres ou , por não ter Internet, as pessoas precisavam de mais evidências para acreditar ? O fato é que quando Jesus subjulgava Satã em suas pregações ou quando renascia moribundos, sabia que seus feitos atrairiam mais e mais fiéis. Quem é que não quer ficar do lado dos vencedores? Hoje quem opera milagres são as Igrejas alternativas que já entenderam que este é o caminho para aumentar a frequesia e os seus fundo$.
Precisamos sim de mais evidências do bem contra o mal. O mal tem que ser derrotado sempre, nos filmes, em nossas cabeças e nossas vidas. Sem isto, estaremos condenados ao desistímulo de sermos corretos, firmes em nossas posições e discrentes de que, mesmo que seja em outra vida, a nossa vingança virá. Isto faz toda a diferença e representa um reforço positivo importante na corrente do bem que temos que fortalecer. O fato do filme ser violento e fazer tanto sucesso não deveria surpreender ninguém, e não deveríamos perder tanto tempo explicando as forças do mal nos mensageiros do bem. Tamanha a violência que os bandidos tem nos tratado, deixando-nos completamente impotentes diante de suas armas bobas e mentes animais, que apenas com a mesma moeda poderíamos encontrar a nossa vingança e o melhor, em vida. Faz parte da nossa essencia, desde o tempos do Código de Hamurabi, 1730 a.C., onde as noções de “Olho por Olho” foram transcritas como lei fundamental. O filme retrata exatamente isto, sem nada mais. Pelo menos, na ficção, estamos sendo vingados!
A predominância é do mocinho contra o bandido, o qual aparece sempre elegante e travestido de razão. O mocinho tem que lutar contra as peripécias do bandido e contra a simpatia que os mesmos adquirem nos poucos minutos do filme. É o lado poético do autor fazendo a sua parte mas, será que é isto que queremos ver?
Desde pequenos vimos sendo educados a pensar que as forças do bem sempre superam as do mal e que o mocinho sempre vencerá. Tal relação de consequencia nos redime e nos faz adquirir forças para recomeçar naqueles momentos em que somos derrubados por aquele cidadão que nos passou para trás ou aquele companheiro ou companheira que nos traiu. O “tempo é o senhor da razão” e, lá na frente, a nossa vingança acontecerá, mesmo que não seja nesta vida.
A religião traz a mensagem de que o que fazemos em vida determina a nossa condição após a morte. Tal como um pagamento por uma vaga em um hotel melhor ou pior no além, as noções do bem se fundamentam em conceitos como pecado, fé, harmonia, caridade, etc. Na verdade, esta certeza de algo que não podemos comprovar em vida nos redime contra o mal. Confesso que tenho sentido falta dos milagres de Deus nos filmes que mostram o embate do céu contra o inferno. Antigamente tinha mais milagres ou , por não ter Internet, as pessoas precisavam de mais evidências para acreditar ? O fato é que quando Jesus subjulgava Satã em suas pregações ou quando renascia moribundos, sabia que seus feitos atrairiam mais e mais fiéis. Quem é que não quer ficar do lado dos vencedores? Hoje quem opera milagres são as Igrejas alternativas que já entenderam que este é o caminho para aumentar a frequesia e os seus fundo$.
Precisamos sim de mais evidências do bem contra o mal. O mal tem que ser derrotado sempre, nos filmes, em nossas cabeças e nossas vidas. Sem isto, estaremos condenados ao desistímulo de sermos corretos, firmes em nossas posições e discrentes de que, mesmo que seja em outra vida, a nossa vingança virá. Isto faz toda a diferença e representa um reforço positivo importante na corrente do bem que temos que fortalecer. O fato do filme ser violento e fazer tanto sucesso não deveria surpreender ninguém, e não deveríamos perder tanto tempo explicando as forças do mal nos mensageiros do bem. Tamanha a violência que os bandidos tem nos tratado, deixando-nos completamente impotentes diante de suas armas bobas e mentes animais, que apenas com a mesma moeda poderíamos encontrar a nossa vingança e o melhor, em vida. Faz parte da nossa essencia, desde o tempos do Código de Hamurabi, 1730 a.C., onde as noções de “Olho por Olho” foram transcritas como lei fundamental. O filme retrata exatamente isto, sem nada mais. Pelo menos, na ficção, estamos sendo vingados!
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Deus e o Diabo na Terra da Pizza
Se este fosse um País sério, ao invés de PEDIR a Deus pelo seu mandato, o Senador Renão Fui Eu já teria pegado o seu mandato e DADO a Deus.
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Lula e o Mandato de 10 anos
Sabe como é que se chamaria um governo de 10 anos com o presidente Lula ?
Seria o 10 Governo
Seria o 10 Governo
Lula e o Choque de Gestão
Ao defender explicitamente a contratação de funcionários para o governo, o presidente Lula confunde “Choque de Gestão do Estado” com “Gestão em Estado de Choque”.
domingo, 30 de setembro de 2007
O Brasil é Brega!
Desde o tempo em que eu era criancinha, e olha que isto já tem muito tempo, ouvia falar que o Brasil é o País do futuro. Muito bem!, ser do futuro significa ser moderno, ser evolutivo e pró-ativo, significa estar à frente dos demais, significa uma escala de coisas planejadas que se suscedem até a formação de uma nação de vanguarda digna desta conceituação. O Brasil é o país do futuro, sem dúvida, mas futuro do pretérito, ou seja, seríamos isto, seríamos aquilo, seríamos qualquer coisa se não fosse o fato de sermos um país brega.
Ser brega significa não ter personalidade formada e estar sempre querendo aparecer através de estereótipos de fachada. Temos o maior rio do mundo e isto não mudou o destino das nossas crianças, temos a maior floresta do mundo e isto não nos impede de destruí-la impunemente sem controle e com a compra da fiscalização oficial. Somos um país democrático e com política estável, mas isto não nos impede de fazer dele um dos regimes mais corruptos e ineficientes do mundo. Por outro lado, temos São Paulo, a megalópole brasileira, capaz de sozinha responder por sessenta por cento do nosso PIB, e daí, temos Ferraris, helicópteros, campos de golfe, muito dinheiro e ricos, ricos prá valer. O resto do país vive das migalhas do que sobra dos quarenta por cento restantes e daí temos, pobreza, ignorância e uma população humilhada e sem perspectivas.
Quando participo de eventos que discutem o nosso posicionamento no mercado global fico impressionado com a facilidade como usamos termos sofisticados para justificar as nossas mazelas e dos planos mirabolantes para resolvê-las. Como no sítio do pica-pau amarelo, o pó de prilimpimpim vai fazer todo o nosso atraso e mediocridade ideológica desaparecer por um plano de papel. Elaborado o plano, dentro de um grupo de estudo, feitas as estatísticas, tudo está resolvido. Se não der certo, a culpa não é dos estudiosos do plano, a culpa é de aspectos conjunturais alheios à nossa vontade. O que precisamos perguntar à nós mesmos é, e dai? O que é que isto tudo mudará a nossa história para que nos tornemos o país do futuro?
Enquanto isto, fazemos festas na ilha de Caras, usamos restaurantes caros, pagamos juros e prestações para parecermos ser o que não somos, pelo menos ainda. Agindo como novos ricos querendo se auto-afirmar, usamos de uma retórica desenvolvimentista que, para os desavisados, soa como sucesso e vitória, mas para nós que não vemos o prenúncio de um futuro melhor dada a volatilidade das ações e a superficialidade das teorias soa como picaretagem.
É uma pena! Se não podemos ser o país da microeletrônica podemos ser do agronegócio, do turísmo, do entretenimento. Podemos ter nas nossas competências essenciais a razão do nosso futuro destacado. O Brasil ainda tem em terras não cultivadas a área cultivada dos Estados Unidos e China juntos. Não podemos ficar como bobos no meio da praça, indecisos se vamos para a briga da ciência e tecnologia eletrônica ou se desenvolvemos principios científicos e tecnológicos que nos fortaleçam em nossa posição de vantagem competitiva. Precisamos ter foco e estratégia de guerra. Temos que nos fortalecer para expandir e não tentarmos ser competitivos com micro espasmos de empreendedorismo, totalmente desarticulados.
Quando traçamos paralelos com outros países, a sensação que a ausência de uma grande guerra, de alguma calamidade, tal como a guerra de secessão dos Estados Unidos, ou as grandes guerras mundiais, deram ao brasileiro a sensação de recursos inesgotáveis, para os quais não temos que despender nenhum sacrifício de preservação. Nada parece ameaçar as nossas vidas e o nosso instinto de sobrevivência nos diz que o nosso território é suficiente para que mantenhamos casa e comida. Prá que pensar em competir, em expandir territórios, se temos tudo por aqui ? O preço é que ficamos pobres, então, finjamos que somos ricos e daí para a mediocridade é um pulo.
Amo o meu país, as suas matas, o por do sol, o mar, a vida, tudo. Pena que a ignorância está nos matando aos poucos. Como um vírus mortal espalhamos a nossa mediocridade pelas escolas, formando medíocres como nós, pelas ruas, pelo mundo. É uma pena!
Ser brega significa não ter personalidade formada e estar sempre querendo aparecer através de estereótipos de fachada. Temos o maior rio do mundo e isto não mudou o destino das nossas crianças, temos a maior floresta do mundo e isto não nos impede de destruí-la impunemente sem controle e com a compra da fiscalização oficial. Somos um país democrático e com política estável, mas isto não nos impede de fazer dele um dos regimes mais corruptos e ineficientes do mundo. Por outro lado, temos São Paulo, a megalópole brasileira, capaz de sozinha responder por sessenta por cento do nosso PIB, e daí, temos Ferraris, helicópteros, campos de golfe, muito dinheiro e ricos, ricos prá valer. O resto do país vive das migalhas do que sobra dos quarenta por cento restantes e daí temos, pobreza, ignorância e uma população humilhada e sem perspectivas.
Quando participo de eventos que discutem o nosso posicionamento no mercado global fico impressionado com a facilidade como usamos termos sofisticados para justificar as nossas mazelas e dos planos mirabolantes para resolvê-las. Como no sítio do pica-pau amarelo, o pó de prilimpimpim vai fazer todo o nosso atraso e mediocridade ideológica desaparecer por um plano de papel. Elaborado o plano, dentro de um grupo de estudo, feitas as estatísticas, tudo está resolvido. Se não der certo, a culpa não é dos estudiosos do plano, a culpa é de aspectos conjunturais alheios à nossa vontade. O que precisamos perguntar à nós mesmos é, e dai? O que é que isto tudo mudará a nossa história para que nos tornemos o país do futuro?
Enquanto isto, fazemos festas na ilha de Caras, usamos restaurantes caros, pagamos juros e prestações para parecermos ser o que não somos, pelo menos ainda. Agindo como novos ricos querendo se auto-afirmar, usamos de uma retórica desenvolvimentista que, para os desavisados, soa como sucesso e vitória, mas para nós que não vemos o prenúncio de um futuro melhor dada a volatilidade das ações e a superficialidade das teorias soa como picaretagem.
É uma pena! Se não podemos ser o país da microeletrônica podemos ser do agronegócio, do turísmo, do entretenimento. Podemos ter nas nossas competências essenciais a razão do nosso futuro destacado. O Brasil ainda tem em terras não cultivadas a área cultivada dos Estados Unidos e China juntos. Não podemos ficar como bobos no meio da praça, indecisos se vamos para a briga da ciência e tecnologia eletrônica ou se desenvolvemos principios científicos e tecnológicos que nos fortaleçam em nossa posição de vantagem competitiva. Precisamos ter foco e estratégia de guerra. Temos que nos fortalecer para expandir e não tentarmos ser competitivos com micro espasmos de empreendedorismo, totalmente desarticulados.
Quando traçamos paralelos com outros países, a sensação que a ausência de uma grande guerra, de alguma calamidade, tal como a guerra de secessão dos Estados Unidos, ou as grandes guerras mundiais, deram ao brasileiro a sensação de recursos inesgotáveis, para os quais não temos que despender nenhum sacrifício de preservação. Nada parece ameaçar as nossas vidas e o nosso instinto de sobrevivência nos diz que o nosso território é suficiente para que mantenhamos casa e comida. Prá que pensar em competir, em expandir territórios, se temos tudo por aqui ? O preço é que ficamos pobres, então, finjamos que somos ricos e daí para a mediocridade é um pulo.
Amo o meu país, as suas matas, o por do sol, o mar, a vida, tudo. Pena que a ignorância está nos matando aos poucos. Como um vírus mortal espalhamos a nossa mediocridade pelas escolas, formando medíocres como nós, pelas ruas, pelo mundo. É uma pena!
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Nova Dupla Sertaneja
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